quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Resenha crítica do filme "A Montanha dos Sete Abutres"

Exibição e resenha crítica do filme

A Montanha dos Sete Abutres

Título no Brasil: A Montanha dos Sete Abutres
Título Original: Ace in the Hole
País de Origem: EUA
Gênero: Drama
Duração: 111 minutos
Ano: 1951
Estúdio: Paramount Pictures
Direção: Billy Wilder

Sinopse
Charles Tatum (Kirk Douglas) está entediado com seu trabalho em um pequeno jornal no Novo México, onde não aparecem oportunidades para boas matérias. Quando surge o caso de um homem preso em uma mina, ele transformará a situação em um grande acontecimento, tomando as rédeas do resgate, fazendo o possível para prolongá-lo e fornecendo informações aos grandes jornais. Ele percebe que está criando algo de grande proporção e pretende levar isso adiante, pondo em risco a vida do homem que está preso. A história é inspirada em um fato real, acontecido em 1925.
Atividade 02 - Unidade II

O filme desta atividade trata de muitos temas interessantes para a disciplina, como a ética, a verdade, a questão da fonte, a espetacularização do jornalismo. Vale a pena ver e comentar.
1) Esta atividade será para assistirmos o filme acima, e fazermos uma resenha crítica do filme.
2) O filme será exibido quarta-feira, 09/11/11.
3) É interessante que todos levem caderno e caneta, para anotar trechos interessantes, e na aula de sexta-feira, dia 11/11, iremos conversar e escrever a resenha crítica do filme.
4) Após escrever a resenha crítica, o aluno deverá postar como comentário neste link do blog.
Bom filme para todos!
Grato pela atenção, 
Prof. Nasson Paulo


17 comentários:

  1. Engraçado que no ano seguinte após sua obra prima suprema, Crepúsculo dos Deuses, Billy Wilder vem com o não tão impactante, o menos conhecido (não por isso, menos genial igual a toda sua filmografia) e rejeitado pelo público, A Montanha dos sete Abutres. A verdade é que assim como os filmes de guerra no começo da carreira, Wilder sempre teve fascínio por roteiros que abordam o Jornalismo, como posteriormente em A Primeira Página de 1974, com seu colaborador de décadas, Jack Lemmon. Aqui temos um Kirk Douglas que ainda não tinha estourado em Hollywood, mas já vemos sua canastrice, que virou sua marca. O longa é um bom exemplo para mostrar talvez o ápice da loucura que o sensacionalismo pode chegar, mas em termos cinematográficos é um tanto apelativo em martelar na cabeça do espectador praticamente em todas as seqüências, que o personagem Tatum só se importa com seus artigos e em se auto promover. No inicio da fita, já vemos a pouca importância que o personagem dá a veracidade da noticia, quando vemos seu desprezo ao quadro na redação em Albuquerque , “Diga a Verdade”. Esse deboche e seu poder de manipulação, que faz com que Tatum corrompa todos os envolvidos com a desgraça, o que torna com que o filme tenha o foco completamente na crítica e na sedução ao sensacionalismo, que de certa forma chega ser até exagerada, principalmente pela a caricata forma da obsessão do público, além de seu final exagerado de forma “merecida”. Por mais que o filme não deva apenas se preocupar em sua crítica social, para gerar uma discussão e nada mais ser tirado de uma analise técnica, o acerto do filme é apostar nessa sede do público por sangue e que seus jornalistas farão de tudo para dar (mesmo que seja preciso passar por cima de sua pouca ética) com o bom tom noir que viemos Billy Wilder encher nossos olhos no seu primeiro sucesso, Pacto de Sangue.

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  2. A Montanha dos Sete Abutres, conta a história de Charles Tatum (Kirk Douglas) que está entediado com seu trabalho em um pequeno jornal no Novo México, onde não aparecem oportunidades para boas matérias. É que surge o caso de um homem preso em uma mina, ele transformará a situação em um grande acontecimento, tomando a frente do resgate e, fazendo o possível para prolongá-lo, fornecendo informações aos grandes jornais. Que é quando ele percebe que está criando algo de grande proporção e pretende levar isso adiante, pondo em risco à vida do homem que está preso. A história é inspirada em um fato real, acontecido em 1925.

    O filme foi dirigido em 1951 por Billy Wilder, numa cruel alegoria sobre o mundo jornalístico e suas implicações nas vidas de quem, de uma hora para outra, se vê envolvido pelo fato. O personagem percebe que está criando algo de grande proporção e pretende levar isso adiante, pondo em risco à vida do homem que está preso. A história é inspirada em um fato real, que aconteceu em 1925.

    Apesar de ter sido produzido na década de 50, mostra um pouco das trapaças e “tramoias” que naqueles tempos eram absurdos e chocantes (basta notar a reação do editor do jornal quando Tatum faz seus comentários) e que hoje nada mais são do que normais naturais e até mesmo aceitáveis.

    Num certo momento do filme, Tatum diz ao fotógrafo iniciante que o acom¬panha: “Não faço as coisas acontecerem, só escrevo”. Ao contrário disso, A Montanha dos Sete Abutres é um belo exemplo de como acontece à produção de fatos na prática jornalística e de como se cria uma situação capaz de germinar uma sucessão de notícias.

    Quando Tatum chantageia o xerife, que por sua vez chanta¬geia o engenheiro responsável pelo resgate para que use o método mais demorado no salvamento de Leo, está, simplesmente, pensando no rendimento de sua histó¬ria. Utilizando-se do pequeno jornal em que escreve, Tatum controla e envolve desde a inescrupulosa mulher de Leo – a quem convence a não abandonar o marido soterrado – até o xerife ambicioso preocupado com a reeleição.

    Portanto, A Montanha dos Sete Abutres, além de precioso estudo sobre o comportamento do universo jornalístico, ajudado ainda por uma impecável atuação de Kirk Douglas e que, ainda hoje, o fato permanece atual.

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  4. Charles Tatum representa o lado cruel e insano do jornalista, seja nos relatos de suas reportagens com informações mensuradas ou nas atitudes como cidadão. A sua frieza espanta a todos. Seus atos perpassam os limites da ética jornalística e tira o foco da informação direcionando para o espetáculo sensacionalista. O homem preso na mina pode representar a sociedade alienada que temos hoje, com mãos atadas e à espreita das migalhas como as que Charles Tatum oferecera a Léo Minosa. A política do pão e vinho de outrora, hoje se configura na repetição da miséria, do crime e da elucidação das catástrofes que para a mídia tem como culpado o ser humano, aquele que subiu o morro e construiu uma casa no lugar errado. É o mineiro que entra na mina lança à sorte sua vida e produz a riqueza de quem está do lado de fora a negociar os lucros. O poder conquistado pela mídia (terceiro poder), não é o retratado por Kirk Douglas. Porém o público consumidor da industria cultural de hoje é como o Léo Minosa e todos que ficam nas cabanas esperando o grande Brother ditar as regras.

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  5. A meu ver, as atitudes tomadas por Charles Tatum não são as que se esperam de um jornalista. Manipular os fatos e pessoas, criar notícias, armar todo um teatro para conseguir se promover é atitudes realizadas por um jornalismo sensacionalista. Tipo este que não é aceitável no meio jornalístico. Tatum, além de manipular e mascarar a notícia, não se preocupou com os sentimentos das pessoas que estavam ao seu redor, muito pelo contrário sua preocupação estava apenas voltada para si, e para a sua “grande reportagem”. O filme é 1951, mas nos tempos de hoje, ainda podemos encontrar esse tipo de jornalismo e esses tipos de profissionais. Vivendo em uma sociedade que a população se “diverte” com a desgraça alheia, fazendo com que esses tipos de profissionais ganhem forças. Não importa a época em que as coisas acontecem, mas o jornalista tem que ter ética, sendo o mais transparente e imparcial possível, pois só assim se consegue um jornalismo de qualidade.

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  6. O Filme A Montanha dos Sete Abutres, mostra o grande sensacionalismo feito por um repórter fracassado chamado Charles Tatum, que trabalha em um pequeno jornal no Novo México onde não aparecem oportunidades de grandes notícias. Quando surgi o caso de um homem preso em uma mina, ele aproveita a situação e toma à frente da resolução do caso, oferecendo sua ajuda a família.
    Charles faz do acontecimento uma grande situação para aparecer como profissional e resolve prolongar os fatos, passando todas as informações sobre o caso para os grandes jornais. Ao perceber que o fato esta tomando grandes proporções ele prolonga o resgate colocando em risco a vida do homem preso na mina. A história vira um grande sensacionalismo para o jornalismo e no final dos fatos, por causa da irresponsabilidade de um jornalista uma vida é perdida. Tudo pela ânsia de render matéria.
    Apesar de este fato ter ocorrido em 1925, ele relata bem a realidade do nosso jornalismo. Os anos se passaram, mais ainda existe muito Charles Tatum exercendo uma profissão de muita responsabilidade, que lida com vidas, profissionais que tem o poder na mão de engrandecer ou destruir vidas. O Jornalismo tem que ser exercido com responsabilidade e respeito ao próximo. Infelizmente muitos profissionais não fazem este tipo de papel por que querem, mas por não ter a liberdade de expressão tão sonhada, tendo que obedecer a linha de edição da organização em trabalham.
    Cláudia Albuquerque.

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  7. A Montanha dos Sete Abutres

    A Montanha dos Sete Abutres é um filme que apesar de ter sido criado em 1951 retrata muito bem o perfil da grande mídia atual. É incrível perceber que naquela época já houvesse profissionais inescrupulosos e que a notícia fosse tratada como mercadoria que precisasse de uma roupagem atraente para ser consumida pelos leitores. O que é cada vez mais comum nos dias de hoje.
    A reponsabilidade com a verdade tornou-se mera criação e tecitura de palavras. Um espetáculo, onde não há o relato fiel dos fatos, mas a articulação da do que poderia vir a ser considerado como notícia, sem o mínimo de respeito à dignidade do ser humano.
    (O filme narra a chegada do repórter Charles Tatum Kirk Douglas) a uma redação de jornal na cidade de Albuquerque, Novo México. Depois de ser despedido de 11 empregos por razões diversas, resolve passar um tempo naquela cidadezinha, até que surja algo que impulsione sua carreira, mesmo que para isso precise usar de meios escusos.
    É visível a forma arrogante como trata o dono do jornal, o senhor Jacob Q. Boot (Port Hall). E sua desdenhosa atitude quando percebe os dizeres escritos num lembrete na parede, onde dizia claramente: “DIGA A VERDADE”.
    Seu comportamento aético destoa dos demais. Não esconde que se preciso fosse ele mesmo “morderia um cachorro” para tornar notícia o ocorrido. A oportunidade para que comece a desenvolver o seu lado negativo, sua falta de escrúpulos é visível.
    Incumbido de cobrir uma corrida de cascavel, viaja ao interior da cidade. No percurso ele percebe que a chance de retornar aos grandes jornais estar por vir quando chega a um povoado e descobre que um dos moradores do lugarejo, Leo Minosa está preso dentro de uma caverna, depois de um desmoronamento de terra. Enxergou naquilo a oportunidade e tratou de armar o circo.

    Não mediu esforços, manipulou as pessoas envolvidas, de modo a criar um espetáculo. Segundo ele, “notícias ruins vendem mais que as boas”. Tratou de convencer a esposa de Leo a não abandoná-lo e a revestisse de uma esposa que sofre com a situação em que se encontra seu marido. Como argumento usou o fato de que com a repercussão da notícia, milhares de pessoas viriam e com isso ela teria mais lucro.
    Um acontecimento que poderia ter sido resolvido de forma mais rápida e poupando a vida de uma pessoa teve seu desdobramento mais lento, culminando com a morte de Leo Minosa o personagem em questão.
    O filme relatado aponta claramente pontos que devem ser abominados por todo profissional comprometido com a verdade, apuração dos fatos e respeito à dignidade do ser humano de um modo geral. Por tudo isso, deve ser recomendado como análise nos cursos superiores de jornalismo. E servir como base para debates, alargando o campo do conhecimento teórico.
    Maria Luciana da Silva Santos

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  8. O Sensacionalismo cruel e totalmente desprovido de ética é a principal abordagem do longa.
    Desde o início é possível notar a soberba do personagem quanto a sua profissão, e o desrespeito pelos colegas de trabalho.
    O comportamento de Charles Tatum não condiz ao de um profissional ético. O objetivo dele em toda a trama foi manipular os fatos e as pessoas, fazendo da informação um circo de horrores em busca da fama.
    A frieza com que ele manipulava a notícia era preocupante, a ponto do mesmo perder o controle da situação em nome de sua vaidade.

    O fato é que, Billy Wilder soube transferir de maneira fidedigna a mensagem real sobre o que acontece nos bastidores do jornalismo sensacionalista. Embora o filme tenha sido produzido na década de 50, Billy soube utilizar com exatidão as ferramentas necessárias para desmascarar o modo fantasioso da mídia jornalística.
    É glorioso o poder de decisão dele para dar continuidade à construção dos fatos, do que não vem a ser verdade e o quanto toda essa reviravolta pode chegar a causar danos em grandes proporções na vida das pessoas. Estejam elas diretamente envolvidas ou não na situação.

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  9. O filme é 1951, porém nos dias atuais é possível notar o mesmo tipo de comportamento, onde os interesses econômicos e pessoais podem interferir diretamente na conduta dos jornalistas, que faz do sensacionalismo uma arma para conquistar fama e dinheiro, o que os torna capazes de mentir, mascarar e manipular, só para conseguirem grandes matérias e furos de reportagens. Aborda também, como as pessoas envolvidas por um fato podem ser indiferentes ao outro, quando o assunto é favorecer a própria imagem.
    Os princípios éticos têm sido esquecidos pela imprensa, vale tudo por um ponto a mais no Ibope. O que facilita todo esse sensacionalismo dentro do jornalismo atual, e o interesse das pessoas por notícias ruins, quanto maior a tragédia, maior a repercussão do episodio. O Longa é um bom exemplo do que não devemos fazer nessa profissão.

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  10. A Montanha dos Sete Abutres, conta a história de Charles Tatum que é inspirada em um fato real, acontecido em 1951.
    Trata-se de um jornalista que sem escrúpulos, que não mede esforços para obter o tão sonhado furo jornalístico. Apesar do filme não ser contemporâneo, seu enredo aplica-se perfeitamente aos diass atuais. O modo como Tatum faz jornalismo, preterem a ética. Manipulando a todos para alcançar o que por ele sempre foi desejado, a fama. Deixando de lado os princípios básicos para ser umm bom profissional, a imparcialidade, a verdade e a honestidade.

    Cleusa Farias

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  11. É impressionante como o cinema tem o poder de trazer reflexões sobre questões relevantes a sociedade, principalmente quando dirigido por cineastas inteligentes como Billy Wilder que se tornou referência por escrever roteiros, diálogos e situações criticando fortemente certos setores da sociedade. Vale citar aqui o longa “O Crepúsculo dos Deuses”, obra genial onde ele ataca ferozmente a indústria de cinema americana com acides, beleza e maestria. Um ano depois volta Wilder com mais um clássico ,”A Montanha dos Sete Abutres” desta vez, criticando a imprensa e os jornalistas inescrupulosos desprovidos de ética. Filme que apresenta reflexões tão atuais que nem parece ter sido realizado nos anos 50 (1951).
    Charles Tatum, protagonista da trama vivido pelo ator Kirt Douglas é um canastrão, um jornalista vaidoso, esnobe, mas com um talento infalível para contar histórias. Depois de ter trabalhado em grandes jornais e ter sido despedido por falta de ética, busca emprego em um pequeno jornal do novo México. Tatum se vê obrigado a assumir pautas as quais ele desdenha dizendo “ Sou um jornalista de mil dólares por dia”, gabando-se. Até que um dia ele é escalado para cobrir um acidente onde um homem ficou soterrado na montanha dos sete abutres, (nome dado pelos índios da região), ele faz desse acontecimento uma odisseia. Um resgate que levaria algumas horas, leva uma semana e a consequência é a morte de um cidadão simples, que foi, sem querer, protagonista de uma notícia sensacionalista para o lucro da empresa e fama do jornalista.
    Assistir “A Montanha dos Sete Abutres” tornou-se quase que obrigatório nas salas de aula num curso de jornalismo, por se tratar de uma obra que traz a tona a falta de escrúpulos da imprensa ao explorar uma tragédia demasiadamente em busca de audiência. Prática que se torna comum nos dias de hoje. Billy Wilder em entrevista tempos depois ao explicar o fracasso de bilheteria na época, diz: “ É certamente um filme sobre o jornalismo sensacionalista, mas é ainda, um filme sobre o público que torna possível o jornalismo sensacionalista”.
    Ismélia Tavares

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  12. Jonathas Amancio
    Resenha sobre o filme “A Montanha dos Sete Abutres”.


    Não é preciso ir muito longe para buscar um exemplo clássico e/ou similar do filme reproduzido na última quarta-feira na Faculdade Integrada Tiradentes para os alunos de Jornalismo.


    Há cinco anos, o programa Domingo Legal do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), apresentado por Augusto Liberato (Gugu), praticou – infelizmente- "penny press". A produção do programa contratou alguns figurinistas, carros e outros para montar uma situação onde a credibilidade da informação não existiu e o único objetivo foi vender polemizar e criar um factóide.


    Tal situação não obedece e não concede ao público uma informação com credibilidade que deveria, ao menos, ser o objetivo de qualquer comunicólogo. A criação de uma situação conta, também, com participação de outros personagens que deixaram de exercer sua função por pura ambição, devido à pressão ou desejo do principal personagem, regado a muito dinheiro.


    Na situação atual, o apresentar policial, José Luiz Datena, da Bandeirante, foi ameaçado de morte ‘pela produção do Domingo Legal’, por meio dos figurinistas e outros. Nessa situação, toda família de Datena precisou de proteção policial e foi necessária a intervenção do Estado no caso.


    O Apresentador foi ameaçado ao vivo pela suposta facção criminosa, PCC. Toda farsa foi detectada, após membros da facção relatarem, através de carta, que as ameaças não fazem parte do contexto criminoso do grupo.


    Assim, o exemplo atual mostra, em parte, que a construção de uma informação ou adaptação não é o melhor caminho para o INFORMAR esperado pela sociedade.


    Diferentemente do filme, o apresentador do Domingo Legal disse, em entrevista à imprensa, que não sabia da farsa e não mostrou arrependimento do Caso.


    O jornalismo exerce sua função, sempre, com informações verdadeiras, no máximo, tendenciosas. Mas, nunca farsantes.


    A construção da credibilidade deve ser o foco de todo e qualquer jornalista, independente de qualquer dificuldade financeira, moral ou secundária.


    O arrependimento não se apresenta, atualmente, como o melhor companheiro do Jornalismo, já que os jornalistas têm o ego maior do que sua consciência.


    Que esse exemplo sirva como medidor de caráter para todos, no entanto, as últimas informações divulgadas pela revista semanal veja nos leva a questionar, logicamente, a construção do “penny press’’, obedecendo à vontade política. Assim, o contexto pessoal foi adaptado pelo interesses econômicos.

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  13. A Montanha dos Sete Abutres é uma cruel alegoria sobre o mundo jornalístico e suas implicações nas vidas de quem, de uma hora para outra, se vê envolvido por ele. Um repórter pouco preocupado com as questões éti¬cas que cercam sua profissão e que, para sobreviver, acaba trabalhando num pequeno jornal de uma cidade de interior e encontra em Leo Minosa, um homem simplório dono de um posto de gasolina, a oportunidade de ressurgir no mercado jornalístico. Ele fica preso na caverna da “montanha dos sete abutres”, que servira de tumba a antepassados indígenas. O jornalista por sua vez arma um verdadeiro circo ao redor do fato, chantage¬ando autoridades locais e retardando em seis dias um resgate que poderia ser feito em poucas horas.
    Em certo momento do filme, Tatum diz ao fotógrafo iniciante que o acom-panha: “Não faço as coisas acontecerem, só escrevo”. Ao contrário disso, A Montanha dos Sete Abutres é um belo exemplo de como acontece a produção de fatos na prática jornalística e de como se cria uma situação capaz de germinar uma sucessão de notícias. Quando Tatum chantageia o xerife, que por sua vez chanta¬geia o engenheiro responsável pelo resgate para que use o método mais demorado no salvamento de Leo, está, simplesmente, pensando no rendimento de sua histó¬ria. Utilizando-se do pequeno jornal em que escreve, Tatum controla e envolve desde a inescrupulosa mulher de Leo – a quem convence a não abandonar o marido soterrado – até o xerife ambicioso preocupado com a reelei¬ção.
    A Montanha dos Sete Abutres é também um bom exemplo de como o público pode reagir frente a situações de extrema comoção, especialmente quando veiculadas à exaustão pela mídia. À medida em que o fato ganhava importância, mais as pessoas se aglomeravam ao redor da montanha nos dias subseqüentes. Com isso, Billy Wilder percebe o processo de aproximação do público em relação à celebridade – no caso o homem preso na caverna. Todos se sentem amigos de Leo Minosa, apesar de o conhecerem apenas por uma foto de jornal. O marketing e o comércio, que invarialmente surgem nessas horas, é outro as¬pecto muito bem apanhado pelo filme: um parque de diversões se instala ao redor da montanha.

    P/ Dayane Laet

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  14. A Montanha dos Sete Abutres é uma cruel alegoria sobre o mundo jornalístico e suas implicações nas vidas de quem, de uma hora para outra, se vê envolvido por ele. Um repórter pouco preocupado com as questões éti¬cas que cercam sua profissão e que, para sobreviver, acaba trabalhando num pequeno jornal de uma cidade de interior e encontra em Leo Minosa, um homem simplório dono de um posto de gasolina, a oportunidade de ressurgir no mercado jornalístico. Ele fica preso na caverna da “montanha dos sete abutres”, que servira de tumba a antepassados indígenas. O jornalista por sua vez arma um verdadeiro circo ao redor do fato, chantage¬ando autoridades locais e retardando em seis dias um resgate que poderia ser feito em poucas horas.
    A Montanha dos Sete Abutres é também um bom exemplo de como o público pode reagir frente a situações de extrema comoção, especialmente quando veiculadas à exaustão pela mídia. À medida em que o fato ganhava importância, mais as pessoas se aglomeravam ao redor da montanha nos dias subseqüentes. Com isso, Billy Wilder percebe o processo de aproximação do público em relação à celebridade – no caso o homem preso na caverna. Todos se sentem amigos de Leo Minosa, apesar de o conhecerem apenas por uma foto de jornal. O marketing e o comércio, que invarialmente surgem nessas horas, é outro as¬pecto muito bem apanhado pelo filme: um parque de diversões se instala ao redor da montanha.O mais impactante no entanto é que depois de décadas, percebemos os mesmos meios de comunicação utilizando a notícia/informação como meio de lucro, transformando tudo em espetáculo, alienando as massas. Não há escrúpulos para os grandes senhores da mídia.
    Dayane Laet

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  15. A Montanha dos sete Abutres



    Um Filme onde se podem tirar lições de como não se deve proceder para conseguir uma notícia. Se imaginarmos a situação do protagonista do filme, entendemos que ele era um jornalista pretensioso, e que queria de todas as maneiras alavancar uma pequeno jornal. A busca por uma grande noticia é valida, no entanto o método que ele escolheu vai contra qualquer ética profissional, embora na sua época a ética em pauta era a escolha de cada um. O envolvimento do jornalista com o xerife mostra que desde os primórdios esta relação política e jornalista é muito perigosa.

    O desdobramento da história foi muito trágica, o monopólio da noticia imposta pelo jornalista, criando fatos para obter os holofotes como se fosse uma mine serie foi um erro imperdoável. A cumplicidade da mulher da vitima do acidente somado a ingenuidade do pai do mesmo ajudou a trama do jornalista. As coisas só não saíram como ele imaginava porque o desfecho foi o pior possível, ele não imaginava que a vitima morresse. A noticia rendeu até a tragédia final uns dias de glorias para um jornalista que não mostrou nem um escrúpulo e se deu mal.

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  16. Critica Sobre Jornalismo Sensacionalista



    O jornalismo sensacionalista tem sido uma realidade na imprensa brasileira, são raros os meios de comunicação que não estão apelando para esse tipo de jornalismo, na ansiedade de obter uma boa avaliação nas pesquisas feitas por diversos institutos que divulgam audiências, ou tiragem de Jornais e revistas e acessos em sites. Confundir o popular com o sensacionalismo é menosprezar a inteligência do povo, embora uma boa parte das pessoas gostam deste tipo de noticia. Transformar os fatos que acontecem no cotidiano em noticia, não é para qualquer um, talvez por isso a imprensa falada, televisada e escrita tenha pautado suas noticias apelando para o sensacionalismo.

    O jornalismo popular é de estrema necessidade para atender principalmente a classe ¨C¨ que emerge por conta dos planos econômicos do governo, é preciso ter bom gosto e perspicácia para escrever para este publico sem tronar a noticia sensacionalista.

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  17. O filme conta a história do jornalista Charles Tatum, que após perder diversos empregos em jornais grandes, consegue se empregar no pequeno jornal de uma cidade interiorana chamada Albuquerque.O jornalista querendo aparecer e publicar um furo de reportagem começa a manipular, distorcer e inventar fatos que não existem. Leo Minosa, homem simplório dono de um posto de gasolina, fica preso na caverna da “montanha dos sete abutres”, que servira de tumba a antepassados indígenas. A partir daí, com um olho na montanha e outro no prêmio Pulitzer, Tatum arma um verdadeiro circo ao redor do fato, chantage­ando autoridades locais e retardando em seis dias um resgate que poderia ser feito em poucas horas.Tatum chantageia o xerife, que por sua vez chanta­geia o engenheiro responsável pelo resgate para que use o método mais demorado no salvamento de Leo, está, simplesmente, pensando no rendimento de sua história. À medida em que o fato ganhava importância, mais as pessoas se aglomeravam ao redor da montanha. Todos se sentem amigos de Leo Minosa, apesar de o conhecerem apenas por uma foto de jornal. A consequencia do fato foi a morte do soterrado, que foi protagonista de uma notícia sensacionalista que só fez render lucros, e que ele não ganhou nada com isso.

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