terça-feira, 30 de agosto de 2011

Resenha crítica do filme O Preço de Uma Verdade - 2003

Atividade 06


O Preço de uma Verdade

Fama a qualquer preço  

30 de outubro de 1938, véspera de Halloween. A rádio norte-americana Columbia Broadcasting System, depois de transmitir as previsões meteorológicas, segue com a parte musical, quando um locutor interrompe repentinamente a programação: "A CBS interrompe seu programa para anunciar aos ouvintes que um meteoro de grandes dimensões caiu em Grovers Hill, no estado de Nova Jersey, a algumas milhas de Nova York."

Posteriormente, entra um repórter narrando algo que deixaria os ouvintes com os nervos a flor da pele. Seres de outro planeta com enormes tentáculos saíram aos montes do fragmento disparando raios para todos os lados atingindo fatalmente o enviado especial.

A histeria tomou conta da população. Milhares de pessoas abandonaram suas casas à procura de um lugar seguro. Para piorar a situação, os extraterrestres lançaram um gás mortífero no ar ferindo o locutor da rádio que não resistiu e morreu. Em seguida, ele voltou a anunciar: "Vocês acabaram de ouvir a primeira parte de uma irradiação de Orson Welles, que radiofonizou a obra de ficção A guerra de dois mundos, do famoso escritor inglês H. G. Wells."

Toda essa famigerada "brincadeira" rendeu ao criativo cineasta Orson Welles fama internacional. Ele pôde colher os "louros" com seu filme de estréia Cidadão Kane (1941) sobre um magnata da imprensa norte-americana, considerado um dos melhores filmes da história do cinema.
A irresponsabilidade jornalística praticada pela Rádio CBS, transmitindo algo fictício como sendo realidade, é a trama central do filme O Preço de Uma Verdade (2003) que conta a história real do fraudulento jornalista Stephen Glass, interpretado pelo ator Hayden Christensen, que protagonizou uma das sagas de Star Wars.

Glass recebeu notoriedade no mundo jornalístico por galgar posições em pouco tempo de atuação na imprensa norte-americana. O currículo do jornalista contava com colaborações para as revistas Harper'sGeorge e Rolling Stones, além de ter sido editor-associado da conceituada revista de política e atualidades The New Republic por três anos (1995-1998).

Telhado de vidro

A média etária dos redatores e editores da revista era de 26 anos, Stephen Glass era o mais jovem de todos. Apesar da pouca idade, seu aparente profissionalismo e o indiscutível senso criativo que o acompanhava em quase todos os textos, o fizeram ser respeitado no veículo de comunicação. Até que uma pedra, atirada por ele mesmo, atingiu seu telhado de vidro.

Em uma das reuniões de pauta do periódico, Glass apresentou uma sugestão que daria fim à farsa por ele montada. A reportagem "O Paraíso dos Hackers" relatava a história de um adolescente de 13 anos que invadiu o sistema de segurança de uma grande empresa de softwares que, logo após ser descoberto, foi convidado a trabalhar para a empresa na qual o garoto só aceitaria a proposta mediante exigências absurdas, como, por exemplo, assinaturas de revistas pornográficas.

Minuciosamente, o jornalista forjava até as próprias anotações despistando as checagens das fontes. Mas o repórter Adam Penenberg, da Forbes Digital, com o orgulho ferido pela cobrança do seu chefe por não cobrir o evento ilusório, decide por conta própria investigar a história.


O desmascaramento foi inevitável. Rendendo, inclusive, uma
 minuciosa investigação sobre os trabalhos feitos por Glass para Republic. Resultado: das 41 histórias publicadas, 27 foram parcialmente ou integralmente inventadas por Stephen Glass.


Fonte: HERINGER, Sandro. Fama a qualquer preço Diponível em: http://www.canaldaimprensa.com.br/canalant/cultura/quarent2/cultura1.htm. Acessado em: 30/08/11

ATIVIDADE 06

Prezados alunos, esta atividade consiste na análise crítica do filme "O Preço de Uma Verdade", que assistimos na segunda-feira em sala de aula, e  está dividida em duas etapas:

a) Discutir em sala o filme e anotar aspectos importantes, dentre eles:

1) O personagem principal, para construir sua carreira de forma meteórica, utilizou de artifícios que são condenáveis sobre vários pontos de vísta. Comente quais aspectos você considera incorretos.

b) Após essa discussão, escreva uma resenha crítica do filme, abordando os seguintes aspectos:

2) O filme discute algumas questões sobre sobre a ética na imprensa. Quais questões são essas? Poste sua resposta como comentário.

Boa atividade!

Grato pela atenção,
Prof. Nasson

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Jornalismo e Representação

Atividade 05


A atividade de hoje é para abordar a questão do Jornalismo e Representação.

Antes de iniciá-la, vamos levantar alguns trechos do texto:

O comunicador não é um pintor

A dúvida, a liberdade de expressão e a representação andam juntas no caminho da comunicação, do ato de comunicar.

Para alguém se entender ético, requer-se a dedução reflexiva no sentido de achar que se escolhe bem nas situações de escolha.

Sem o primeiro movimento, a dúvida, não existe a pergunta que pode encaminhar qualquer jornalista, qualquer comunicador, à possibilidade de representação.

O comunicador não é um pintor, apesar de estar submetido à mesma teia de complexidades.

No uso da sintaxe e das imagens ele vai trabalhar com representações de outrem, e, a partir daí, tratar sua representação, que será no entanto, a representação da representação - por mais que ele pense estar mirando o horizonte da verdade.

Após a leitura dessas considerações, vamos a atividade:

a) Leia o texto de COSTA, 2009, p. 46 à 49. Representação da Representação.

b) Após a leitura do texto, faça um comentário sobre as duas questões abaixo:

1. Porque um jornalista nunca conseguirá uma representação pura?

2. Porque não há na comunicação uma forma possível de representação sem o uso de outra representação?


Verdade e Jornalismo - parte 02

Atividade 04


Prezados alunos, esta atividade se divide em duas partes:

1) Leitura do texto da “Verdade” (COSTA, 2009, p. 21-24)

2) Após a leitura do texto, responda as questões abaixo:

Baseado no texto, descreva de forma resumida os conceitos de verdade abaixo:

Concepção do ver-perceber - nesta concepção, o verdadeiro estaria nas próprias coisas, conhecer seria ver e dizer a verdade. Opostos: o não oculto, não dissimulado x falso, escondido, dissimulado.

Concepção do falar-dizer - na concepção falar-dizer, as coisas e os fatos são reais ou imaginários; os relatos sobre eles é que são verdadeiros ou falsos. Opostos: mentira ou falsificação
A verdade não se refere às próprias coisas e aos próprios fatos (como acontece com a concepção ver-perceber), mas ao relato, ao enunciado, à linguagem.

Concepção do crer-confiar - na concepção crer-confiar as pessoas e Deus são verdadeiros.

A concepção de verdade corrente seria uma junção dessas três fontes: a verdade para nós tem a haver com as coisas presentes, com os fatos passados contados pela palavra, pela linguagem, e às coisa futuras.

Outras concepções existentes:

Concepção pragmática - Nesta concepção, verdadeiro seriam os resultados, verificados após experimentação e pela experiência.

verdade absoluta - Nesta concepção, um juízo é verdadeiro ou falso independente das circunstâncias. Só pode ser verdadeiro um conhecimento total, o conhecimento completo, isto é, o que fosse eterno ou imutável.

verdade relativa - na verdade relativa, um juízo é verdadeiro ou falso dependentemente das circustâncias, do contexto, do momento. A verdade sempre será parcial, incompleta. A verdade seria variável a medida em que se desenvolve o nosso conhecimento do objeto determinado.

Qual o conceito de verdade que pode auxiliar no jornalismo?

A verdade histórica, por fazer parte de um processo de uma realidade cuja objetividade também é relativa, porque tudo é processo, pode ajudar na questão da verdade no jornalismo.

ATIVIDADE 04
Poste um comentário sobre este aspecto da verdade histórica auxiliar o jornalismo na construção da notícias, a partir das concepções apresentadas, e opine sobre esta questão da verdade e jornalismo.
Para entender um pouco mais:

Se o conhecimento é um processo, então a verdade é um processo.

A verdade como um devir: juntando as verdades paciais, o conhecimento acumula o saber, tendendo, num processo infinito, para verdade total, exaustiva e, nesse sentido, só nesse sentido, absoluta.

Considerar a verdade histórica, como uma verdade parcial, incompleta, nesse sentido,  relativa, com o conhecimento ideal que produz o saber total.

A verdade histórica, se bem que relativa, é sempre uma verdade objetiva na medida em que reflete, representa, a realidade objetiva.

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Essas observações colaboram na problematização da verdade, e na necessidade de entender os conceitos relativos a construção da verdade, pois a verdade está ligada à questão da objetividade, e no jornalismo, o deadline, a pressão que o tempo exerce, nos faz tomar decisões que são irreversíveis.



quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Verdade e Jornalismo

Atividade 03

Verdade e Jornalismo


Não há como estudar a ética sem estudar a questão da verdade. Existem vários conceitos de verdade. Segundo Costa (2009):

Aristóteles: verdade = concordância

Heidegger: verdade = só o conhecimento é verdadeiro

Além desses filósofos, podemos ver o tema da verdade também na poesia:

A verdade dividida, de Carlos Drummond de Andrade



A porta da verdade estava aberta
mas só deixava passar
meia pessoa de cada vez.

Assim não era possível atingir toda a verdade,
porque a meia pessoa que entrava
só conseguia o perfil de meia verdade.
E sua segunda metade
voltava igualmente com meio perfil.
E os meios perfis não coincidiam.

Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.
Chegaram ao lugar luminoso
onde a verdade esplendia os seus fogos.
Era dividida em duas metades
diferentes uma da outra.

Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.
Nenhuma das duas era perfeitamente bela.
E era preciso optar. Cada um optou
conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

A partir da leitura do poema, responda a

Qual questão sobre a verdade o poeta quis levantar no seu poema?

R: Poste sua resposta como comentário.
O poema será discutido em sala, após a atividade.

Boa atividade!

Prof. Nasson

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A ética que não se cumpre - Atividade 02 - 10/08/11

Prezados alunos,

como comentei com vocês, nosso objetivo nessa disciplina é estudar como o jornalismo está sendo feito, para percebemos a ética, ou a falta dela na prática jornalística.

Então, vamos lá a atividade.

Atividade 02

Vejam o vídeo abaixo:



Esse vídeo mostra como as Organizações Globo, lançam um código de ética, e no mesmo dia o descumprem.

Leiam a parte do código de conduta que trata desse tópico:


SEÇÃO I
OS ATRIBUTOS DA INFORMAÇÃO DE QUALIDADE
(Ler a Seção I, da letra A a Z)

http://g1.globo.com/principios-editoriais-das-organizacoes-globo.html#secao-1

E responda a pergunta abaixo:

Em qual item do seu código de conduta a Rede Globo descumpriu na prática dessa reportagem?

Obs.:  Explique a sua escolha do princípio descumprido, descrevendo o porque de sua resposta, e o que você acha dessa atitude da Rede Globo. Poste como um comentário abaixo no link "Posta comentario."

O assunto deverá ser discutido em sala após a realização da tarefa.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Ética nas redes Sociais - ATIVIDADE 01

Ética nas redes Sociais
Prezados alunos,
Acessem o link o link do texto:
http://g1.globo.com/platb/geneton/2011/07/28/um-caso-exemplar-quem-disse-que-internet-e-terra-de-ninguem-quem-disse-que-internautas-podem-publicar-agressoes-gratuitas-a-justica-diz-que-nao/
Após a leitura do texto, escrevam uma resenha crítica sobre ética nas Redes Sociais, com no mínimo 10 linhas. O texto será discutido em aula após a atividades.
Boa atividade!
Prof. Nasson
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Poste aqui um comentário, com sua análise crítica do texto.