quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Jornalismo e Representação

Atividade 05


A atividade de hoje é para abordar a questão do Jornalismo e Representação.

Antes de iniciá-la, vamos levantar alguns trechos do texto:

O comunicador não é um pintor

A dúvida, a liberdade de expressão e a representação andam juntas no caminho da comunicação, do ato de comunicar.

Para alguém se entender ético, requer-se a dedução reflexiva no sentido de achar que se escolhe bem nas situações de escolha.

Sem o primeiro movimento, a dúvida, não existe a pergunta que pode encaminhar qualquer jornalista, qualquer comunicador, à possibilidade de representação.

O comunicador não é um pintor, apesar de estar submetido à mesma teia de complexidades.

No uso da sintaxe e das imagens ele vai trabalhar com representações de outrem, e, a partir daí, tratar sua representação, que será no entanto, a representação da representação - por mais que ele pense estar mirando o horizonte da verdade.

Após a leitura dessas considerações, vamos a atividade:

a) Leia o texto de COSTA, 2009, p. 46 à 49. Representação da Representação.

b) Após a leitura do texto, faça um comentário sobre as duas questões abaixo:

1. Porque um jornalista nunca conseguirá uma representação pura?

2. Porque não há na comunicação uma forma possível de representação sem o uso de outra representação?


14 comentários:

  1. O jornalista carrega consigo a sua propira representação, pormais queele tente se aproximar desta verdade ela sera sempre relativa, já que´ele manipula, maneja, hierarquisa as representações que lhe foram feitas. na questão de numero 2 temos que entender que a representação é o ponto de partida para outra representação seja por maio de imagem texto etc. voce estará sempre fazendo uma leitura de alguma coisa ou de algum fato.

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  2. 1.Porque numa cobertura jornalística os acontecimentos são visíveis, mas a apuração depende do relato das fontes. Por isso o profissional apenas reconta os fatos.
    2.O comunicador vai sempre necessitar de outra representação, é fazer um pré-estudo dos acontecimentos, buscar informações por meio de outros relatos acerca dos ocorrido anteriormente dentro do mesmo contexto que envolve a cobertura.

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  3. Porque o discurso relatado surge de várias fontes que podem ser confiáveis ou não, além disso os fatos dependem muito dos olhos de quem vê.
    O papel do jornalista é repassar as informações. Mas para que seu trabalho seja estabelecido dentro de conceitos sólidos como o da ética, e necessário se aprofundar nos relatos, pesquisar e ouvir fontes do ponto de partida da informação, analisando a procedência, para evitar que supostas ordem discursiva implantadas determine aspectos negativos para quem quer que seja.

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  4. Por mais que se insista em dizer que o jornalista deve ser imparcial, objetivo e isento, na prática sabemos que isso é uma utopia. O jornalista jamais conseguirá uma representação pura da realidade. Os fatos não são como parecem, as informações estão contaminadas por subjetividade ou jogo de interesses. A notícia é um produto e como tal merece uma embalagem toda especial. No caso específico do jornalismo a utilização de uma linguagem atraente, deturpa ou inclui uma carga de subjetivismo, quer seja, de quem informa ou de quem escreve. Esse jogo de palavras foge da representação do real.

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  5. O jornalista carrega consigo pensamentos, ideologias, conceitos e preconceitos que perduram por toda a sua existência. E em uma matéria jornalistica não é diferente, o profissional exprime seu ponto de vista na matéria através da escolha do tema, das citações, da ordem em que cada acontecimento vai entrar. Além disso, o jornalista trabalha com a visão de mundo das outras pessoas, com o conhecimento de outros, a história é contada da voz de muitas pessoas, e cabe ao jornalista selecionar aquilo que é importante ou não. Por isso a representação não é pura, porque ela sempre vai estar reproduzindoi a visão de mundo de outros.

    Lituany

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  6. Diferente da arte que exprime toda sua compasição de forma livre, a liberdade de pensar do jornalista nem sempre é posta no papel com ética, pois trata-se de uma representação da representação como o próprio texto já diz.
    O que acontece é que em determionados momentos, o profissional de jornalismo defende o seu ponto de vista, sendo que de acordo com o posicionamento da editoria em que ele trabalha, o que implica em um posicionamento não ético e até mesmo impróprio, pois isso não deveria acontecer já que todas as informações são baseadas em fatos e notícias vivenciadas não apenas por ele, mas principalmente por outras pessoas, inclusive algumas delas são suas próprias fontes.

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  7. O jornalista precisa da representação dos envolvidos para construir a matéria, não basta o seu ponto de vista, nunca conseguira uma representação pura só com a sua verdade. Por este motivo a comunicação sempre será representação da representação, pois toda matéria é construída através das declaração dos envolvidos no ocorrido.

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  8. O jornalista precisa proceder como um cientista social não interferindo nos acontecimentos e sim relatar da maneira mais onesta possível aquilo que está sendo pesquisado.

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  9. O ato de apurar, entrevistar, pesquisar sobre o fato, leva o jornalista a montar uma reportagem a partir do que ouviu ou viu. Por isso, não há como trabalhar sem representações pois o profissional sempre reconta o fato. Ele está alí para dar uma cara a notícia. E esta cara é construída e representada através de representações terceiras. Representações honestas e sinceras da realidade.

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  10. O jornalista depende muito do que viu e principalmente do que ouviu de outras pessoas para montar uma reportagem. O fato dele estar presente num determinado local, dará a ele sustentabilidade ao que for dito por ele. Não interferindo nos acontecimentos e sim relatando tudo que ouvir e ver. De forma mais imparcial possível.

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  11. A jornalista precisa da representação das pessoas envolvidas na matéria (história) para construir o seu texto, eu acredito que não um ponto de vista objetivo, nunca conseguira uma representação pura só com a sua verdade. Porque cada pessoa tem o seu ponto de vista de um fato e a prioridade que deve dar a ele. Por este motivo a comunicação sempre será representação da representação, pois toda matéria é construída através das declarações, pontos de vistas e opiniões dos envolvidos no ocorrido.

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  12. O jornalista tem que seguir suas notícias da forma com que elas aparecem, tem que divulgar as citações das pessoas, os fatos como eles são, além de poder dar sua opinião sobre eles, seguindo a linha de como as coisas acontecem. Ele sempre irá precisar da representação do que está acontecendo, e não inventar.

    O jornalista vai sempre precisar de uma representação para poder criar, ele vai em busca das informações, seja com outras pessoas, ou por outros veículos de notícia, tendo o cuidado de sempre manter a ética no profissionalismo.

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  13. A verdade é a melhor arma e companheira do jornalista, mostrando a parcialidade e informação, mas até que ponto a verdade pode enriquecer a proposta? Deve-se prezar os fatos ou a ética? Isso vai do caráter de cada jornalista. Toda representação é tendenciosa para algum lado.

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  14. As coisas são passadas sempre de acordo com a visão do jornalista. Algo só vira notícia depois que alguém descobre e passa para as outras pessoas os acontecimentos. Quem recebe a notícia, vai saber do fato de acordo com os olhos de quem pesquisou, e até mesmo com os interesses da empresa. O jornalista precisa de versões da história, de depoimentos, de outras representações que "comprovem" o fato. No final das contas, isso acaba distorcendo a realidade.

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